puxar pele

Lambe-lambe_antes/depois,
28 de Setembro - Vila Isabel, Gentil Carioca - Centro, Sergio Porto - Humaitá

foto : Mariana Bley, Prazer é Poder - Corpo Aberto, Instituto Cultural Ruínas, RJ, 2017

foto : Mariana Bley, Casarão das Artes, Laranjeiras, RJ, 2017

fotos : DE BEIJA, Curto Circuito #4 Exposição Coletiva, Castelinho do Flamengo, RJ, 2017

fotos : JAMILE MOREIRA, Curto Circuito #4 Exposição Coletiva, Castelinho do Flamengo, RJ, 2017

corpos: Amaru de Lucca Maye, Antonio Vinícios Albuquerque Peixoto, Diego Stocco, Douglas Paranhos, Gouramani Menezes, Italo Spinelli, Jamile Moreira, Juliana Wähner

Saracura / Área - curadoria Omar Porto

...é o simples ser e existir dentro de um todo num ato filantrópico de forma orgânica... 

corpos: Amaru de Lucca Maye, Antonio Vinícios Albuquerque Peixoto, Diego Stocco, Douglas Paranhos, Gouramani Menezes, Jamile Moreira, Juliana Wähner

puxar pele no Atelier / vídeo # 02

puxar pele over infinite white background / vídeo # 01

foto : PV ALCANTARA MARTINS, oficina mecânica, Vila Isabel, RJ, 2017

qual a fronteira entre um corpo e outro? o que os diferenciam?
o que um oferta ao outro?
uma súplica, uma contaminação, uma oração velada na carne?

os movimentos parecem ser convertidos em falta, mas também em adoração.
o que somos senão algo anônimo?

tento dizer sobre nossa expansão, mas não me reconheço, já perdi o que chamamos de rosto.
eu me penduro em ti, eu me derramo.

tentamos conceber a manhã sozinhos, mas é inútil.
o toque derrama nossas fronteiras, e não há mais diferenciação entre manhãs e noites. nossos músculos adquirem um nova substância.
eu deslizo ao teu encontro, não me desfaço de ti.

é de nossa reunião, que tantos chamam de obscena por estarem atrofiados, que nasce o crepúsculo que guardamos intocado.

registro de RAQUEL GAIO

foto : PV ALCANTARA MARTINS, Casa França Brasil, Rio de Janeiro, 2016

fotos : YURI LANDARIN, Casa França Brasil, Rio de Janeiro, 2016

"consistência orgânica como a pele, a carne, o interno, o visceral, a viscosidade de fluidos, o brilho natural da matéria que traz “o vivo”. As marcas da pesquisa. As camadas. O corpo. O pintar é simplesmente o adicionar. Parece escultórico. Não é sobre a superfície. O que interessa é o atrito interno. O trabalho de consequências de micro movimentos de um todo. A regra da gravidade se perde. Cada materialidade é de um jeito e tem sua própria essência e seu próprio percurso. A autonomia é necessária para dar o fluxo dos encaixes ou não, naturalmente. A técnica sempre surge na hora. O incômodo serve para abrir novos caminhos. A utilização da abstração para horizontalizar as matérias, não há hierarquia. O ver é o sentir."

...transmitindo essa experiência de um corpo exposto, mas forte, criando novas formas. Sendo e atravessado por várias memórias.
"tire todas as camadas: posse, memória, pudor, vexame e medos."
Fortalecendo assim o nosso interior, sentindo um corpo como totalidade, um poder maior interior que a pele envolve todos os humanos como seres iguais...

concepção e direção : JULIANA WÄHNER
fotos : YURI LANDARIN, PV ALCANTARA MARTINS
vídeos : MICHEL SCHETTERT, RAPHAEL POMPEU,
EDUARDO CANTARINO, AMARU DE LUCCA MAYE

corpos : BÁRBARA FONTANA, JULIANA WÄHNER, LUAN MACHADO, MARIANNA LADEIRA, RAQUEL GAIO, DIEGO STOCCO, AMARU DE LUCCA MAYE, ANTONIO VINÍCIOS ALBUQUERQUE PEIXOTO, MARIELA HERRERA, CAIO FIGUEREDO, JESSICA GUIA, GOURAMANI MENEZES, DOUGLAS PARANHOS, ITALO SPINELLI, JAMILE MOREIRA

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